Mateus 6.10 -- Oração Dominical "Segunda Petição"

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Mateus 6.10

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Introdução
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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v.10: “… venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;”
Venha o teu reino:
O reino é regido pelo Pai, que é Santo e o Nosso Senhor. Portanto, a partir do amor e zelo que temos por Sua glória, oramos para que venha o seu reino.
Podemos ver que há uma realidade vigente a respeito do Reino de Deus. O Reino veio na Pessoa de Cristo, mas, em certo sentido, ainda não veio em toda a sua glória. Para usar uma expressão melhor: em sua plenitude. Vivemos aguardando o seu desabrochar completo.
Vivemos, no agora, entre a inauguração e a consumação do Reino.
Como disse Ferguson:
“… oramos para que o reinado celestial, já estabelecido, se manifeste mais e mais por toda a terra, até que venha aquele dia, quando “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.” Como está escrito em Ap 11.15.
É bem possível que muitos cristãos do Novo Testamento estivessem mais conscientes do que significa a vinda do Reino, mais do que estamos hoje. Podemos observar nos ensinos de Paulo por exemplo. Percebemos que o ensino do apóstolo é majoritariamente dominado pelo seguinte pensamento:
“devemos viver como aqueles que, embora já tenham experimentado verdadeiramente o poder do reinado de Cristo, ainda aguardam por sua consumação.”
Porque vivemos “entre as eras”, nós batalhamos, trabalhamos, nos empenhamos e, às vezes, lutamos com grande esforço.
Como disse o apóstolo em Romanos 8.9: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” Somos os que receberam o Espírito de Cristo e seu Reino, e esta é justamente a razão pela qual temos de lutar com golpes de morte contra o pecado que ainda resta em nossas vidas.
Como está escrito em Romanos 8.13 “Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis.
Pois recebemos o espírito de filhos (Rm 8.15) e sabemos que somos herdeiros juntamente com Cristo (Rm 8.17), mas porque pertencemos à família de deus, devemos compartilhar de seus sofrimentos. Por isso — justamente porque já temos o Espírito de Cristo — “gememos” enquanto esperamos pelo dia quando o reino de Deus será estabelecido completa e definitivamente. Como disse Paulo em Romanos 8.23 “E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.”
Isso está por detrás do que Nosso Senhor quer nos dizer quanto ao orar com diligência: “… venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.”
E deste modo, quando você orar esta petição, lembre-se destas quatro implicações:
Curvando-se aos propósitos soberanos de Deus:
Para Jesus, buscar primeiro o reino de Deus, orando para que fosse vindo, significava suportar a cruz, morrer por pecadores e, assim, submeter-se em completa obediência a Deus.
Desta forma, Jesus dá a conhecer o coração da petição feita na oração ensinada aos discípulos. Porque Deus estabelece o Seu reino por meio da cruz, primeiramente mediante a morte de Cristo na cruz e então pelos discípulos de Jesus seguindo-o e tomando cada um a sua cruz diariamente. Diferente dos reis deste mundo, Deus estabelece o Seu reino por meio do sofrimento, através da abnegação e do servir! Portanto, orar pelo Reino significa comprometer-se ao caminho da cruz.
Buscando a propagação do Evangelho:
O reino de Deus vem ao interior do homem, mas os seus também pedem que ele se propague exteriormente — geograficamente. A oração do Pai Nosso é uma oração missionária.
Sendo uma oração modelo, ela nos ensina a priorizar a propagação do Evangelho (e, talvez, mesmo o apoio a missões internacionais, cujo serviço já inclui o evangelismo local — modificando, assim, ainda mais a escala de prioridades pelas quais somos responsáveis) sobre nossas necessidades pessoais.
Buscando a vontade de Deus nas Escrituras:
Quando oramos para que a vontade de Deus seja feita, não nos comprometemos cegamente a um “permitir que coisas aconteçam”, entregando-se ao fatalismo, ao que será, será! Não, orar para que a vontade de Deus seja feita diz respeito a buscar e, por conseguinte, fazer Sua vontade.
Em poucas palavras, descobrimos a vontade divina para nossa vida quando nos familiarizamos com a vontade revelada de Deus nas Escrituras e, subsequentemente, desenvolvemos sua sabedoria aplicando o ensinamento bíblico às diferentes situações e experiências do nosso viver
Orando pela volta de Cristo:
A vinda do reino e o retorno do Rei são indissociáveis. Quando oramos “Venha o teu reino”, pedimos ao Pai que Ele faça o que certamente sabemos que fará — trazer a história da raça humana ao desfecho e inaugurar a nova era de Sua glória.
Os filhos de Deus são os únicos que podem ter essa visão do futuro. Somente o cristão pode ser otimista a longo prazo, de modo a estar livre das mais variadas ansiedades debilitantes, pois este sabe que sua vida e a história do mundo têm um destino final controlado por Jesus Cristo (Conteúdo de Ap 5).
Essa expectativa influencia a maneira como vivemos no aqui e no agora. Ninguém pode orar corretamente “Venha o teu reino” ou “Vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20) sem antes conformar sua vida à vontade de Deus no aqui e no agora.
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